MEIO DE TRANSPORTE
Maria Nilza Inocêncio da Conceição
É triste ter que admitir como está ruim o meio de transporte em nossa cidade. É uma disputa entre vans e ônibus e acaba tudo em nada. Ficamos horas esperando o ônibus e este não aparece por 2 horas às vezes. Motivo: “Estava quebrado ou com o pneu furado”.
Muitas vezes ficamos no meio da estrada, pois o ônibus não consegue mais seguir viagem, quem tem dinheiro toma uma van ou outro ônibus de outra empresa que passa. E os idosos, portadores de carteirinha tem que aguardar outro ônibus vir socorrer o que está parado? Outro dia eu ouvi pelo rádio um vereador reclamando desses ônibus da empresa Nova Pádua e o que ele disse é verdade, os ônibus estão caindo aos pedaços, poltronas sujas, rasgadas e soltas.
E quando está chovendo temos que viajar em pé, pois as poltronas estão todas molhadas pela chuva, pois nas janelas não existem vidros e os que têm não fecham e nem abrem. Este vereador disse: - É por isso que o povo está preferindo andar de van ou de mula, mas quem tem dinheiro para pagar passagem vai de van ou outro ônibus e quem tem uma mula vai nela e quem não tem, tem que andar nesses ônibus sujos.
Quando segurarmos no corrimão do ônibus para entrar ficamos com as mãos sujas e com um cheiro horrível de ferrugem e ainda quem é portador de carteirinha (passe livre) é humilhado por alguns motoristas ignorantes e outros funcionários.
Outra coisa que deveria ser fiscalizada são os carros parados em lugares proibidos tirando a privacidade das crianças brincarem. A ponte Raul Veiga deveria ser fechada para a passagem de carros, pois deveria ser somente bicicletas e pedestres, por duas vezes quase fui atropelada nesta ponte.
Eu em nome dos passageiros que dependem dos ônibus faço um pedido ao dono da empresa Nova Pádua: Por favor, abandone estes ônibus que estão caindo aos pedaços e coloque ônibus novos e limpos para transportar as pessoas Se colocarem micro-ônibus, não coloquem aquela divisão para transportar apenas quatro passes livres, isso é uma humilhação. Será que um dia o senhor que é o dono desta empresa não vai precisar andar de carteirinha ou vai ser um idoso? Pense nisso e muito obrigado se melhorar o meio transporte de Santo Antônio de Pádua.
ENTREVISTA
De entrevistador, MUNIZ HERDY,
troca de lado e passa a ser
entrevistado pelos integrantes
da equipe do Jornal do CAPS!
Confira agora!
MARIA NILZA: Muniz, como foi que o jornalismo entrou na sua vida?
MUNIZ HERDY: Comecei em 1984, num programa de uma hora na Rádio Feliz, depois fui para São Fidelis, Campos, Três Rios, depois para Santa Catarina, onde fazia um programa musical, de horoscopo e de charadas. O jornalismo na verdade entrou em 1989, em Santa Catariana, onde fui para a televisão como locutor e apresentador, entrei numa seleção para apresentar o jornal local do SBT.
Lá fiquei dois anos e depois nunca mais parei. Já trabalhei na Transamérica, na Rádio Cidade e em várias outras empresas de comunicação e pude aprender muito, pois a comunicação é um eterno aprendizado.
WANDERLEI: Como você começou na Rádio Feliz?
MUNIZ HERDY: Comecei num programa de 1984, que acontecia uma vez por semana e que durou apenas um mês! A “Hora do Rock”, que acabou após um baile que realizamos no Clube Social e que me deu muito trabalho e muita confusão!
MARINA: Sendo assim, o que é preciso fazer para se tornar um bom jornalista?
MUNIZ HERDY: Tem de adquirir credibilidade e ter seriedade, apurar os fatos, saber realmente a verdadeira história para você fazer a notícia! Ser um bom jornalista é produzir a verdadeira informação, e divulga-la para o seu público. Eu ouço muito rádio, vejo muitas reportagens, visito muitos sites para produzir as informações que transmito.
WALTER NERI: Já compararam você a algum outro jornalista?
MUNIZ HERDY: A Maria Nilza já me comparou com um apresentador de TV, o Ratinho, mas sempre busco me espelhar em pessoas de sucesso, em jornalistas de credibilidade e que investigam e apresentam as notícias.
KATIA CILENE: Gosta de trabalhar na Rádio Feliz?
MUNIZ HERDY: Gosto muito! Lá somos uma equipe, unida e integrada! Somos irmãos, onde um entende as necessidades dos outros e estamos pronto para o que der e vier! Sou um dos sócios da rádio e nunca tive problemas com ninguém, somos uma família! Já trabalhei em umas oito empresas de comunicação e nunca vi uma coesão tão grande! Somos todos muito companheiros!
MARIA NILZA: É difícil comandar o Repórter RF?
MUNIZ HERDY: Mais ou menos! O Repórter RF é o carro chefe da Rádio Feliz! Uma das minhas exigências é que a reportagem que abre a edição tem de ser de Pádua ou de alguma cidade da região. Temos que procurar a notícia, ir até onde ela acontece! Tem que se virar para não ser uma coisa banal, e principalmente que seja algo relevante para quem nos ouve. Antigamente só fazíamos às 7h e depois repetíamos as 10:30h. Hoje não, fazemos duas edições independentes. Isso é necessário frente à quantidade de notícias, e rapidez com que acontecem os fatos. Temos jornais na região, a própria internet que trás também uma grande facilidade.
MARIA DO CARMO: Qual a reportagem mais difícil que você já realizou?
MUNIZ HERDY: Quando vi o Rio Pomba naquele desastre ecológico, em 2003, eu me emocionei, e quando dei a notícia fiquei com a voz embargada e quase chorei. Me lembrei do Cid Moreira que diz que não devemos transparecer a emoção quando transmitimos uma notícia para o ouvinte ou para o telespectador. Aquele dia fiquei emocionado demais.
WALTER NERI: Existe alguma notícia que você não gostaria de ter apresentado?
MUNIZ HERDY: Muitas notícias, como as desigualdades, as pessoas que morrem doentes por não terem sido tratadas pelo governo, a dificuldade de conseguir uma consulta, de conseguir um remédio. Também quando vemos alguns políticos que não são honestos e que abusam do dinheiro público, que é o dinheiro do povo. São situações que me desagradam e me incomodam demais.
MARIA NILZA: Você se considera o porta-voz do povo paduano?
MUNIZ HERDY: Nem tanto, posso ser um deles, busco ajudar no que posso e busco fazer o melhor como radialista para toda a população.
MARINA: E as novidades da Rádio Feliz?
MUNIZ HERDY: Ano passado a Rádio investiu muito em tecnologia de ponta, compramos um transmissor novo. Agora todos os programas de comunicação da rádio agora também são de ponta. Começamos no mês passado as obras dos novos estúdios da rádio, com mais conforto, melhor estrutura, melhor acústica, muito mais bonito. Isso para aproveitarmos melhor o espaço que temos. Talvez no final do ano iremos inaugurar as novas instalações. Aguardem!
MUNIZ HERDY: Gostaria de agradecer o convite, o carinho de todos, a recepção e a escolha para ser o entrevistado do Jornal do CAPS. Um grande abraço a todos vocês!